Paris, Londres e Barcelona. Série excepcional de vídeos do EF International Language Centers, mostrando a diferença que a língua faz na absorção de uma determinada cultura.
Fácil de entender até pra quem só fala o português, afinal de contas a emoção é uma linguagem universal. Direção de arte impecável com um trabalho tipográfico impressionante. Toca de verdade.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
O que alimenta a sua alma?

por Andrei Polessi
Essa voz me dizia sobre gostos, temperos, harmonizações e preparos. Seduzia-me com aromas imaginários e com vontades secretas de gulas intermináveis. Falava sobre sabores nunca antes provados, receitas secretas, restaurantes três estrelas Michelin, de uma especialidade “não-sei-o-que, não-sei-bem-de-onde” – tesouros bem guardados, esperando pelo desbravador de colher em punho.
Comigo foi assim desde pequeno, barriga no fogão, assistindo duas grandes experts trabalharem: minha avó e minha mãe. Nada de técnicas francesas ou demi-glacês. Só o simples dom da combinação certa de ingredientes. O bom-senso da pitada – e quanta sabedoria há numa pitada. O conhecimento empírico passado de geração para geração, do carinho e da responsabilidade para com o ato de preparo dos alimentos. Alimentar é muito mais que simplesmente aquecer o estômago de alguém.
Josimar Melo, crítico e apresentador bon vivant gastronômico, é um dos caras que mais respeito e admiro no mundo das panelas tupiniquins. Ele diz: "Gastronomia é uma aquisição. Uma vez assimilada, a pessoa não consegue se livrar dela, passa a ficar mais exigente e a buscar o prazer que a boa comida proporciona". E é assim que eu me sinto na maioria das vezes. Não me considero um chato, sou realmente exigente, porém, democrático.
Gosto do bife acebolado e do confit de canard. Gosto da galinhada com quiabo e da codorna com risoto de pera. Na verdade, tento levar um pouco da filosofia budista pra cozinha: "O caminho do meio". Vejo nessa escolha, uma opção clara: honestidade.
Acho que muitos se esquecem que a reunião gastronômica, seja em casa, seja num restaurante, é uma experiência sensorial completa, não só dos paladares. Sabor é o mínimo, depois vem todo o resto. Visual, olfativa, sonora (será que existe algo pior que sentar à mesa com som ligado no último volume em alguma rádio FM?!)
Em segundo lugar, alimentar é acalentar a alma, oferecer aquela sensação de proteção e segurança que só se sente depois de uma boa refeição. Sem dúvida remonta ainda de nosso reflexo ancestral evolutivo de perpetuação da espécie, onde alimentados, sabemos que teremos força para lutar por nossas vidas e para proteger nossas crias.
Já nosso primeiro alimento, o leite materno, traz em si doses de amor, de cumplicidade e estreitamento fundamental na relação entre mãe e filho. Pesquisas mostram que as crianças que mamam no peito, desenvolvem maior autoestima, se tornando adultos mais seguros e confiantes. Isso sem falar na carga de imunidade transmitida pelo leite da mãe, fazendo desse primeiro alimento uma verdadeira vacina contra diversos tipos de doenças.
O alimento movimenta o mundo, molda nossas culturas, costumes e nossa vida. Há quem diga que a fome é o melhor tempero. Eu acrescentaria o carinho.
A honestidade na proposta de um prato, de um vinho que acompanhe, de um ambiente que abrace, tudo preparado com cuidado, com atenção, com amor. Aquele velho bom senso da pitada. Seja no preparo de um prato simples e barato, seja num clássico da cozinha internacional com ingredientes raros. Afinal de contas, tudo o que se quer ao se sentar numa mesa, é passar bons momentos e ter uma experiência memorável e construtiva. Que nos faça entender um pouco mais sobre nós mesmos, conversando, rindo e interagindo com amigos e família. E que melhor guia, se não a gastronomia pra nos levar por esses caminhos?
Nesse ponto temos que convir, tem hora que é melhor ficarmos só na canjinha. Afinal de contas, cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém! Pelo menos não na primeira meia-hora.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
“Ó o fninho aírrmão”

por Leonardo Möller editor
Acabara de
passar em frente a um local que, por mais tarde que eu chegue do trabalho,
sempre tem um movimento particular. Viaturas policiais, casais ou adultos do
lado de fora da grade, na calçada, e alguns lá dentro, esperando qualquer
coisa. Frequentemente, também, algum jovem ou adolescente. De dia, a mesma
coisa. É no quarteirão do meu apartamento e caminho obrigatório ao descer do
ônibus, de volta pra casa. Hoje parei para ler a placa, pela primeira vez nos
poucos meses em que moro ali. O nome é enorme, como só repartições públicas
sabem ter, mas lá no meio dele aparecia: Atendimento ao Adolescente Autor de
Ato Infracional. Eu nem sabia que isso existia.
Uns passos
mais, após contornar a esquina, vejo um guri — como dizemos em minha terra —
magricela, com uma camiseta surrada e, mesmo à distância, visivelmente maior
que o número dele. Bem maior. Logo reparo que está descalço. No centro da
cidade, pra lá de 10 da noite, aquele jeito de caminhar gingado, descalço na
rua… Não podia ser boa coisa. Os pés dele eram pretos, escuros mesmo. E, como
ele não era negro nem de longe, o pretume fazia com que se destacassem,
formando uma espécie de bota de sujeira sobre a pele. Ao redor, tudo era obscuro;
o comércio fechado só nos deixava iluminados pelas lâmpadas fracas e antigas
dos postes daquela região, um tanto maltratada. Mesmo assim, como caminhávamos
em sentido contrário, um em direção ao outro, a cena se tornava cada vez mais
nítida.
Graças a Deus —
pensei —, antes de cruzar com ele cheguei ao portão do meu prédio. Parei de
costas para a rua e, enquanto aguardava que o porteiro abrisse a porta de
vidro, acompanhei pelo reflexo se o tal guri ia seguir caminho ou tentar me
roubar, pedir alguma coisa… sei lá. É claro, aparentando total segurança e
destemor — fingidos.
Cinco a dez
passos depois de me ultrapassar, parado que eu estava diante da porta ao longo
daqueles 15 segundos que não acabavam nunca, ele se vira para trás e balbucia
qualquer coisa em minha direção. Estica o braço, apontando para onde eu estava,
e diz de novo as mesmas palavras. Só entendi isto: “Ó o fninho aírrmão”.
Minha reação? Não
respondi, fingi que não era comigo, torci que a porta abrisse logo. “Cadê o
porteiro, que não desgruda os olhos do futebol sagrado de toda quarta-feira à
noite, neste país?”
Ufa! Entrei e
lacrei o portão de vidro atrás de mim. O clique da fechadura pareceu-me o ruído
mais agradável do dia. Definitivamente, eu não saberia como interagir com
aquela figura estranha.
Cumprimentei o
porteiro, entrei no elevador e, dentro dele, subitamente me dei conta… Da única
palavra que havia compreendido, deduzi o restante da frase do guri: “Olha o
interfoninho aí, irmão”.
E não é que o
guri me chamou de irmão? E não é que ele queria, a seu modo, ajudar? Logo a mim,
que não soube ter outra reação perante ele — de costas pra ele — que não o
receio ou o susto? Naquele instante, o tratamento com pinta de gíria ganhava outro
sentido para mim. Irmão. O guri se
dizia — e era — meu irmão.
Irmão. Essa palavra, clara porque pronunciada com o erre bem marcado, quase
à moda carioca, me fez lembrar O
descobrimento, de Mário de Andrade, particularmente o trecho que conheci na
voz de Ferreira Gullar.
Abancado à escrivaninha em São Paulo
na minha casa da Rua Lopes Chaves
de supetão senti um friúme por dentro
Fiquei trêmulo, muito comovido
com o livro palerma olhando pra mim
Não é que me lembrei que lá no norte, meu Deus!
muito longe de mim
na escuridão ativa da noite que caiu
um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos
olhos,
depois de fazer uma pele com a borracha do dia,
faz pouco se deitou, está dormindo.
Esse homem é brasileiro que nem eu.
Ao entrar em
casa, meu apartamento novo pelo qual estou enamorado, pensar sobre o episódio foi
inevitável. Para mim, conviver com cenas como aquela do guri só é possível graças
ao espiritismo. Entender que há alguma justiça e alguma forma de amor a
orquestrar ambas as realidades — a minha e a dele — sem a reencarnação e sem outros
elementos que o pensamento espírita oferece… Eu não posso; nunca pude. Antes de
integrar uma instituição que desempenha um trabalho beneficente que considero
relevante, antes de cooperar com ele, antes de me dedicar a uma profissão que
tem por finalidade difundir ferramentas para compreensão dessa realidade, à luz
da imortalidade… Para mim, era impossível.
E aí brotou minha
oração de gratidão da noite, que se encerra com este texto e, mais importante,
com a vontade renovada de encarar, amanhã e depois, todos os desafios que
ficaram me esperando na Casa dos Espíritos e na Casa de Everilda Batista.
E pra você, o
que torna possível encarar a parte dura do dia a dia?
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Felicidade é só questão de ser.
Marcelo Jeneci e Laura Lavieri no clipe de Felicidade. Um dos maiores sucessos de Jeneci, um artista conhecido como integrante da nova safra de músicos paulistas, os "novos paulistas". Simplicidade e verdade com a beleza que só Jeneci consegue, fazendo o clipe na casa da avó em Pernanbuco. Fica a vontade de dançar na chuva quando a chuva vem.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Menor autoestima, maior dificuldade para se desculpar.
*fonte de reportagem, Revista Mente e Cérebro
A consciência do erro afeta a autoimagem de pessoas emocionalmente frágeis. Reconhecer um erro e pedir perdão não é fácil para a maioria das pessoas. Para algumas, ainda, é realmente penoso. “A consciência do erro afeta a autoimagem, o que deixa egos 'mais frágeis' relutantes”, diz o psicólogo Andrew Howell, da Universidade Grant MacEwan, no Canadá, autor de um estudo que relaciona traços de personalidade e “predisposição” para pedir desculpas.
Howell solicitou a homens e mulheres de diferentes idades que assinalassem se concordavam ou não com sentenças de um questionário, como “Por ainda estar com raiva quase nunca consigo me desculpar” e “Se acho que os outros não vão saber o que fiz, prefiro não pedir perdão”. Em seguida, os pesquisadores cruzaram as respostas com testes de personalidade aplicados aos mesmos voluntários.
“Como já esperávamos, as pontuações mais altas em traços como amabilidade e empatia coincidiram com maior aptidão em se desculpar”, explica o psicólogo. Por outro lado, pessoas que disseram sentir vergonha de se desculpar revelaram baixa autoestima, apesar de se sentirem incomodadas ao ferir os sentimentos de outra pessoa. Um dado interessante: participantes com forte senso de justiça se mostraram com mais dificuldade para pedir perdão. “Podemos dizer que ser adepto da filosofia do 'olho por olho' e admitir os próprios erros é incompatível”, acredita Howell.
O perdão e a autoestima são alguns dos principais temas abordados no livro de lançamento de Marcos Leão, pelo espírito Calunga, Você com você. Para saber mais, acesse o livro na sessão catálogo em nosso site.
Se quiser, faça ainda o download grátis da degustação do livro:
O outro lado da moeda.
Publicar livros é antes de tudo, se entregar. É estar pronto pra receber críticas mas também elogios. E em meio a essas discussões dos últimos dias – temas que nos fizeram refletir muito sobre nosso papel como editora, comunicadores e divulgadores de uma filosofia – trazemos hoje pra compartilhar, uma mensagem muito positiva que recebemos de um leitor de Porto Alegre e que segue abaixo:
Prezados irmãos:
Com muita emoção, me reporto a essa Casa de Caridade, para manifestar minha gratidão aos conhecimentos e aos esclarecimentos que me trouxeram a leitura de "TAMBORES DE ANGOLA" e "ARUANDA" psicografados por Robson Pinheiro, ditado pelo espírito Ângelo Inácio.
Nasci na religião católica, me tornei espírita kardecista aos 13 anos de idade e somente agora, com 56 anos, tive o privilégio de acessar aos esclarecimentos obtidos pela leitura das obras acima mencionadas, rompendo, de vez, com todos os preconceitos que ainda se impunham pela minha ignorância, à "aumbandha" ou, umbanda. Estou sinceramente emocionado e agradecido pela oportunidade que tive de ter acesso às informações e conhecimento dessas obras. Completando a trilogia, iniciarei a leitura de "O CORPO FECHADO", ditado pelo mesmo espírito e igualmente psicografado por Robson Pinheiro, a quem envio meu especial abraço, levando agradecimento ao maravilhoso trabalho que desenvolve, esclarecendo e derrubando preconceitos ainda tão atávicos à cultura espiritista no Brasil. Ao espírito sob pseudômino Ângelo Inácio, meu mais sincero agradecimento, emitindo vibrações de que a Luz de Aruanda, continue presenteando a todos nós, com o conhecimento, o entendimento e o AMOR que deve urnir os dois planos da Vida. Fraternalmente,
Eudorico C. Morejano Neto
Porto Alegre/RGS
Assim como publicamos as críticas recebidas nos posts passados, publicamos hoje esse imenso elogio. Este é o outro lado da moeda. Um reconhecimento e um agradecimento tão sincero, que nos faz seguir adiante. Acreditando, trabalhando e sobretudo confiantes de que estamos no caminho certo. Obrigado Eudorico pelas palavras. Receba um grande abraço da Casa dos Espíritos.
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