quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Making of "Além da matéria".

O livro Além da matéria está saindo do forno. Resolvemos postar algumas imagens do processo de construção do livro, desde os rascunhos originais do projeto gráfico – inclusive com respectivos ajustes – até a fase final, de prova e editoração. O livro entra em gráfica entre hoje e amanhã e é nosso lançamento do mês de outubro.



Provas do projeto gráfico, com indicações de ajustes e todas as informações técnicas de espaçamentos, corpo de fontes e estilos a serem aplicados em todo livro.

Tela do software de editoração InDesign, onde o livro toma forma final, antes de ser enviado para gráfica.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Notícias de Robson Pinheiro

Robson Pinheiro solta novo comunicado, informando amigos e colaboradores sobre seu tratamento e estado de saúde. Veja aqui na íntegra o texto divulgado hoje:



Olá, minha gente!

Escrevo mais uma vez apenas para dizer a todos que estou muito bem com o tratamento de quimioterapia. Tenho recebido diversos recados e mensagens de muitos que me seguem e agradeço de coração o carinho de todos vocês.

Semanalmente me submeto a tratamento magnético com nossa equipe de magnetizadores da Clínica Holística Joseph Gleber, à qual sou eterno devedor.

Os médicos que me atendem, as enfermeiras e os demais funcionários da clínica onde faço tratamento são fantásticos e merecem todo o meu respeito, carinho e gratidão.

Minha recuperação, então, vocês nem imaginam como tem sido, de tão abençoado que estou sendo pela misericórdia divina. Este tem sido realmente um momento muito importante para mim. Tenho aprendido muita coisa, inclusive sobre os meus limites.

Os efeitos colaterais se resumem a cansaço e algum desconforto no estômago. Nada mais. Talvez com um pouco de sorte ainda vou me parecer com o Lex Luthor, dos filmes do super-homem. Para isso, creio que faltam apenas os cabelos, que a esta altura receberam um incentivo do cabeleireiro, com a máquina 1.

Bem, e a paella regada a um bom vinho tempranillo da velha e saudosa Espanha… Este, por enquanto, vou saborear aqui com meus amigos mais chegados, aguardando poder compartilhar com vocês em breve, comemorando esta nova etapa de minha vida.

Enfim, tenho somente a agradecer, a Deus, aos espíritos e a vocês!

Forte abraço e um brinde à vida!

Robson Pinheiro




segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Quanto tempo leva o tempo?


A velocidade das coisas nos escapa na âsia de alcançar. Mas o presente é soberano e até onde sabemos, nunca inventou essa coisa de tempo.

Mas sim ele existe, quase tangível, áspero. Coexistindo com essa experiência física da alma, nesse mundo de energia agrupada em átomos, em matéria. Seja na forma de dois ponteiros algozes, seja na imagem misteriosamente fantasmagórica de um display de cristal líquido que insiste ainda em piscar! – como que se avisasse da eminência de algo, de um tão mal falado fim. Ou seria começo?

O assunto sob o viés prático, sensível e bem humorado, numa crônica de Antônio Prata publicada originalmente no blog Wish, que tomamos a liberdade de reproduzir aqui:


Tempo

O bem mais valioso de nossa época não é o diamante nem o petróleo, a fórmula da Coca-cola ou o sorriso da Natalie Portman: é o tempo. Obedecendo à lei da oferta e da procura, quanto mais escasso ele fica, mais caro nos é. A seca temporal é geral e irrestrita, tão democrática quanto a calvície, a saudade e a morte: eu não tenho tempo, você não tem tempo, o Eike Batista não tem tempo, o cara que está vendendo bala no farol, em agônica marcha atlética para recolher os saquinhos dos retrovisores, antes que abra o sinal, também não tem.
Como vocês devem saber, o principal sintoma desta doença crônica – sem trocadilho - é a ansiedade. Toda manhã, flagro-me aflito, escovando os dentes, com pressa. Vejo-me batendo os pés no hall, enquanto o elevador não chega. Até o segundo que o cursor do celular leva para piscar, num SMS, permitindo-me digitar outra letra da mesma tecla, deixa-me exasperado.
Antigamente, não era assim. Na minha infância, os dias tinham trinta horas, alguns chegando mesmo a quarenta, se bem me lembro. Não, não é que eu faça hoje mais coisas do que antes. Já pensei nisso, mas veja só quantas obrigações eu tinha no passado: cinco horas na escola, lição de casa, inglês, bateria, natação, jantar com os pais, toda noite, sem contar os séculos ao vivo ou ao telefone tentando convencer alguma menina a beijar-me na boca...
E, mesmo assim, ainda sobravam infinitos latifúndios improdutivos, impossíveis de se ocupar, por mais que assistisse televisão, tirasse cochilos vespertinos, lesse livros, fosse às casas dos amigos jogar videogame, falar mal dos outros ou simplesmente juntar nossos tédios, olhar as paredes e escutar o tic-tac dos relógios.
Das duas, uma: ou as horas eram mais abundantes do que hoje, ou, então, tinham uma incrível capacidade regenerativa, que perderam: a cada duas ou três horas mortas, uma nova hora nascia, fresquinha, como as células de uma pele jovem.
Acho que foi lá pelo ano dois mil que e o dia começou a encolher, chegando a essas míseras vinte quatro horas – com sensação térmica de dezesseis. Talvez tenha sido esse o verdadeiro bug do milênio: na virada de noventa e nove para o zero zero, todos os ponteiros, vendo-se livres do velho milênio e admirando o vazio que se abria adiante, como um retão num circuito de fórmula um, resolveram meter os pés no acelerador, de modo que acabamos assim, espremidos entre prazeres e obrigações, aflitos, escovando os dentes com pressa, andando em círculos, no hall do elevador.
Há quem diga que a culpa é da melhora das comunicações e, consequentemente, do envio de dados. Com a informação viajando tão rápido, desaprendemos a arte da espera. Antigamente, aguardar era normal. Estávamos sempre esperando alguma coisa chegar. Uma carta, pelo correio. Um disco, do exterior. Uma foto, um texto ou um documento, via portador.
Esses hiatos eram tidos como normais, uma brecha saudável, pausa para o cigarro ou o café, a prosa, a leitura de uma revista, o devaneio, a conversa na janela, a morte de bezerra. Hoje, não. Tá tudo aqui, e, se não está, nos afligimos. Queremos o pássaro na mão E os dois voando. Por que é que ainda não trouxeram esses dois que tão no céu, diabo?! Já não era melhor ter pego logo os três, de uma vez, otimizando custos e esforços?
Enquanto não descobrimos a cura para este mal, a única saída é aprender a lidar com ele. Há que cercar com muros altos certas horas do relógio, para que nada as possa roubar de nós. Fazer diques de pedra em torno da hora de ficar com nosso amor, da hora de trabalhar no projeto pessoal, da hora do esporte, de ler um livro, encontrar um amigo. Mesmo assim, vira e mexe, vêm as obrigações, como um tsunami, ou os eventos sociais, como meteoros, e derrubam as barragens. Não há nada a fazer, senão reconstruir os muros, ainda mais fortes do que antes.
Você sente a mesma coisa, ou sou só eu? Talvez seja só eu. Quem sabe, numa manhã de terça-feira, lá por 1998, eu tenha perdido a hora, para nunca mais a encontrá-la? Ficarei assim, trinta minutos atrás do resto do mundo, tentando alcançá-lo, ininterruptamente, como quem corre atrás de um trem, até o fim dos tempos. Será que foi isso?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Concorra a um BOX Trilogia O reino das Sombras.



Inscreva-se e concorra. Imperdível.

Três dos maiores sucessos da Casa dos Espíritos reunidos numa lata exclusiva com edição definitiva para colecionador. Inclui os livros: Legião – em edição revista e inédita –, Senhores da escuridão, A marca da Besta e ainda um CD com entrevista de Robson Pinheiro, comentando toda a obra. Edição especial com capas impressas em papel metalizado e tiragem limitada.

Para concorrer é muito simples: é só se tornar seguidor aqui do nosso blog ou curtir a nossa página no Facebook – no menu aí ao lado ou em http://www.facebook.com/casadosespiritoseditora

Registrando-se nos dois canais, você têm chances em dobro de ganhar! Participe! 

Boa sorte e boas leituras.

Com quantos livros se faz uma Bienal?


Passada a correria – comparável a uma maratona –, fechamos nossa participação na XV Bienal do Rio com um imenso sorriso no rosto. Ultrapassamos a marca de 2,3 mil livros vendidos em nosso estande. Isso reflete não só a satisfação dos nossos clientes e leitores com nossas propostas literárias, mas também o reconhecimento de todos os nossos esforços pra atender cada vez melhor nosso público. E esse foi o maior incentivo que nos levou a montar nosso próprio espaço, pela primeira vez, nessa Bienal.
O catálogo da Casa dos Espíritos e do selo Altos Planos somam apenas pouco mais de 25 títulos. Entre as várias e boas surpresas, na XV Bienal do Rio tivemos um empate técnico em vendas entre a novidade Negro, uma seleção de textos do espírito Pai João de Aruanda, e o imbatível, insuperável — salve, salve! — Tambores de Angola. Do alto de seus mais de 12 anos e 160 mil exemplares, o romance do espírito Ângelo Inácio, cuja capa estava reproduzida em grande formato na área externa do estande, dividiu o pódio com o lançamento. 
E quem não participou da produção desse evento não tem a real dimensão do trabalho que é organizar a participação com uma área de 100m² num evento deste porte – foram 670 mil visitantes em 11 dias. Só de atendentes, nossa equipe própria contava com 14 pessoas, nos dias de maior movimento – aliás, todos colaboradores da Editora, treinados e conhecedores de todas as obras. Entre profissionais envolvidos com montagem, planejamento, comunicação, logística e produção, foram mais de 40 colaboradores. E isso tudo tendo que funcionar harmonicamente, como uma orquestra regida num único compasso.

Fácil? Não, nem um pouco. Gratificante? Muito. É um canal direto de contato com nossos leitores, onde recebemos retorno valioso pra nortear nossas ações, pra pensar nosso futuro. E a verdade é que num evento dessa dimensão, colocamos a cara à tapa. O bom, seja por sorte ou por eficiência, é que nessa Bienal só recebemos afagos.

Por isso tudo, ficamos tão satisfeitos com o resultado final. A Bienal do Rio é sobretudo, uma grande festa do conhecimento e da cultura e foi um privilégio ter feito parte disso.

Seguem algumas imagens do estande e de alguns dos eventos que promovemos durante a Bienal.
Até a próxima!