sexta-feira, 31 de julho de 2015

Religião e tolerância.

video

Vozes contra a intolerância. Do alto dos seus 90 anos de vida e luta, Mãe Stella fala sobre tolerânica e religiosidade neste trecho do documentário "Mulheres do Axé" do diretor Marcos Rezende.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

O HIV te toca? E você, toca o HIV?



O HIV e a AIDS ainda envolve muitos tabus e engana-se quem pensa que é só no Brasil. Mas nesse experimento feito em Helsinki, capital da Finlândia, uma campanha de conscientização joga luz sobre o tema.

Janne é finlandês e há tempos queria participar de uma campanha que desmistificasse o vírus HIV. O projeto da companhia Yle Kioski foi a oportunidade certa.

A organização trabalha para desafiar o medo que as pessoas têm com quem é portador da doença. Mesmo com a crescente quantidade de informação, o HIV e a AIDS ainda são alvo de muito preconceito. Muitos portadores sofrem com discriminação e exclusão social.

Janne é HIV-positivo e quis encarar a exclusão de frente. Ele saiu pelas ruas desafiando as pessoas a tocarem nele. Só isso.


Fonte:
http://awebic.com/saude/homem-com-hiv-lanca-desafio-em-praca-publica-mas-ele-nao-esperava-por-isso/

+Leitura:
Temos várias publicações que abordam o tema da AIDS e do HIV, sob a ótica do espiritismo. Testemunhos emocionantes que ensinam, inspiram e nos fazem refletir sobre nosso comportamento em relação ao tema.



Compre aqui:
www.casadosespiritos.com.br/livro/faz-parte-do-meu-show/
www.casadosespiritos.com.br/livro/cancao-da-esperanca/
www.casadosespiritos.com.br/livro/encontro-com-a-vida/

terça-feira, 21 de julho de 2015

A extinção da solidão.




Solidão.
Palavra pesada, conceito amplo, um temor quase que unânime. No final das contas o ser humano alcançou a poética contradição de ampliar as fronteiras da individualidade na mesma medida em que as enfraqueceu. Temos todas as ferramentas necessárias para vivermos em paz, de forma única e isolada. Mesmo assim, conseguir estar sozinho tornou-se um desafio.

Foi-nos dada a possibilidade de ampliar as nossas relações. Expandimos o mundo, as chances, as necessidades. A vida é fascinante, brilha como um letreiro neon em uma noite escura. Ligaram o mundo e agora ele funciona sempre. A internet pega fogo e as redes sociais saem por aí, zunindo e riscando o céu como fogos de artifício coloridos. Nós apenas ficamos parados, sentados na grama, observando tudo com os nossos redondos olhos de criança, admirados com tudo que aí está.

Aumentar as possibilidades de um jeito tão intenso pode ter seu preço. De repente nos são dadas inúmeras chances que, naturalmente, acabam se convertendo em responsabilidades, desafios. Antigamente havia mais espaço para o indivíduo se sentar à beira de uma calçada em uma tarde preguiçosa, acender um cigarro à luz do sol e ficar parado, sem fazer nada. Quando indagado sobre os projetos da vida ele apenas respondia que nada poderia ser feito a respeito. Hoje não há mais desculpas. Podemos ser dinâmicos, produtivos e criativos. Justamente, esse poder que paira nos horizontes acaba nos tirando as forças, uma vez que nos é exposto o melancólico fato de que fracassamos também porque não somos bons o suficiente para realizar algo.

Diariamente nos é dada a chance de militarmos politicamente no Facebook, debater e defender ideais, formar opiniões, conhecer novas pessoas, trocar sensações, procurar pelo amor e perdê-lo, sentir-se acolhido e ao mesmo tempo excluído. Blogs, vlogs, notícias, vídeos. Motivos para chorar, motivos para rir, imagens lindas, fotos toscas. Uma irresistível vontade de fazer parte de tudo e se lançar para o universo com todos os propósitos possíveis, só que, no meio disso tudo, somos sufocado por esse furacão de informações e acabamos caindo no chão de tão tontos, sem ao menos conseguir saber quem somos e o que queremos fazer.

Socialmente falando, as obrigações aumentam. As amizades se estendem para além do encontro físico e são simplificadas, sintetizadas e espalhadas em doses homeopáticas para o dia inteiro. Os encontros cada vez mais instantâneos nos deixam cada vez mais alerta. Somos obrigados a dar retorno, em existir, em estar presente quase que sempre. E no final das contas, conseguimos encontrar no fundo disso tudo uma obrigação que se sustenta a partir de uma tônica que permeia nossa existência quase que diariamente: afinal, estamos sozinhos, ou não?

Há um medo de se perder por aí, em meio a um rodízio de sonhos e de esperanças que desaparecem com a mesma velocidade com que surgem. Afinal, o quanto o nosso dia muda com uma mensagem visualizada e não respondida? Pequenas doses de stress que vão se somando e nos tirando o foco e que, no final das contas, nos proíbem de sentarmos e conversarmos com nós mesmos. O silêncio torna-se raro em um cotidiano em que a cada minuto eu posso ser alertado com um assobio de whatsapp.

Justamente, sem o silêncio não nos ouvimos. Sem o isolamento, sem preciosos instantes de existência, não nos enxergamos. O mundo anda ao nosso lado o tempo todo e fala, fala, fala. Nunca se cala! O espaço para respirarmos e escutarmos a nós mesmo esta cada vez menor. Detalhe: tal espaço, de fato, não diminuiu por conta de alguma imposição externa que nos obrigue a ficar conectados o tempo inteiro, mas sim a partir de um estado de sítio implantado no nosso ritmo interno.

Ocorre que nos foi dada um padrão de intensidade que, no final das contas, se converteu em ansiedade. Perdemos o costume de ficarmos sozinhos, porque vimos que as pessoas estão ao nosso redor e é fácil estar com elas. Porém, o distanciamento posterior acaba se tornando um desafio. Como aceitar a não comunicação. ‘Como assim, passar um dia inteiro sem falar com ninguém?’ Como se houvesse um medo interior que nos impedisse de ‘desperdiçar’ esse monstruoso aparato de interações. E então, a solidão nos remete à melancolia, a inatividade nos remete à inutilidade e nossa liberdade acaba nos aprisionando.

Fonte: Gabriel Affatato
http://www.updateordie.com/2015/06/09/a-extincao-da-solidao/

+ leitura:
Abordando temas modernos de nosso cotidiano, "Você com você", de Marcos Leão pelo espírito Calunga, traz um diálogo simples e cheio de bom-humor sobre nossas vidas. Reflete de maneira objetiva como viver melhor e mais perto da felicidade numa sociedade cada vez mais marcada pela ansiedade, pelo trabalho excessivo e pela falta do "lidar" humano. É um resgate do autoamor, de um encontro de você, com suas próprias verdades. Todas essas, libertadoras.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Black-child-power.



Carolina Monteiro tem oito anos de idade e mora em Divinópolis. Desde 2013, a mãe dela  Patrícia Santos, publica na internet vídeos em que a menina fala sobre o orgulho dos cabelos crespos. A última publicação rendeu mais de três milhões de acessos, vários comentários de apoio à atitude antirracismo, além de outros vídeos de crianças de cidades da região, que se manifestaram em defesa aos cabelos crespos da garota.  A mãe de Carolina é cabeleireira, sempre trabalhou com o cabelo afro e contou que, nas décadas de 70 e 80, ela também sofreu preconceito por causa do cabelo, na escola, na comunidade e até mesmo na família. "Sempre tinha algum engraçadinho com uma piada pronta para criticar o meu cabelo afro. A maioria das mães cortava o cabelo  estilo 'Joãozinho' ou fazia as trancinhas. É um trauma que afeta e muito a vida de muita gente adulta", contou.
Para evitar que a filha passasse por qualquer tipo de constrangimento, Patrícia sempre procurou conversar, ensinar a ela que o cabelo crespo também é bonito e que cada pessoa é diferente na sua forma de ser, no tom de pele, na cor dos olhos e assim por diante. "Esse diálogo que a mãe estabeleceu com a filha foi importante para identificar, além de fortalecer os vínculos e garantir que os seus direitos sejam também garantidos, evitando que a filha passe por situações no qual a mãe vivenciou em silêncio", avaliou a socióloga Adriana Eva.
As explicações valeram a pena. Quando Carolina foi para a escola, aos seis anos, ela passou por algumas situações de bullying, por conta do cabelo afro. “Uma coleguinha disse a ela na escola que o cabelo dela era ruim”, contou Patrícia.
A mãe, então, por brincadeira, sugeriu que elas gravassem um vídeo. Mas, nada foi  postado a princípio. O material só foi mostrado para amigos e parentes. Mas em seguida, ela teve outro momento marcante. Uma coleguinha de escola sugeriu que ela abaixasse o cabelo, que estava muito alto. Mais uma vez, a filha queixou-se com a mãe e foi então que elas retomaram a história do vídeo de desabafo. E seguindo a orientação de uma amiga, Patrícia resolveu divulgar na internet. O resultado foi uma grande mobilização entre os internautas, que apoiaram a atitude.
Hoje, circulam nas redes sociais três vídeos de desabafo e orientações para outras crianças que, por ventura, possam enfrentar situações de preconceito. “Criei um site onde há também gravações de outras crianças de cidades da região que apoiaram a atitude. Além disso, muitas mães me mandam mensagens de agradecimento, porque através destes vídeos as crianças têm conseguido entender melhor que cada pessoa é especial do jeito que é. A repercussão foi muito grande e eu fiquei muito surpresa com essa quantidade de compartilhamentos e visualizações. Já estamos preparando os próximos vídeos para essa onda de manifestações positivas não parem”, contou Patrícia.

Fonte:
http://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2015/04/crianca-faz-sucesso-na-internet-com-videos-antirracismo-em-divinopolis.html