quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Marcos Leão no Encontro Humanizar em BH.

O autor de Você com você, Marcos Leão, estará participando do Encontro Humanizar na cidade de Belo Horizonte, dias 18 e 19 de agosto. Trará reflexões acerca dos novos modelos da família segundo o espiritismo e discutirá também a sexualidade da educação mediúnica. Não perca esse encontro. Um bate-papo descontraído e inspirador. Acesse o www.portalhumanizar.com.br e inscreva-se.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Presença na Bienal do Livro de SP.

A Bienal do Livro de SP começou e nós já estamos com a programação de eventos em nosso estande à todo vapor. Desenho mediúnico, sessões de autógrafo, bate-papo com autores e muito mais. Acesse o link para ter acesso à agenda completa completa aqui.
Programe-se e venha nos visitar! Está imperdível.






sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Trailer book do livro "Pelas ruas de Calcutá".

Assista ao vídeo de apresentação do lançamento inédito de Robson Pinheiro, Pelas ruas de Calcutá. Emocionante e inspirador. Mostra o que esperar desse livro arrebatador.

sábado, 4 de agosto de 2012

Texto inédito do lançamento de Robson Pinheiro "Pelas ruas de Calcutá".

O novo livro de Robson Pinheiro, Pelas ruas de Calcutá, será lançado no próximo dia 9/8 na bienal do Livro de São Paulo. Por enquanto, você fica aqui com esse "aperitivo". Texto inédito da introdução do livro, onde Teresa explica o que os leitores devem esperar desse livro. As imagens também fazem parte da obra, que virá toda ilustrada. Abs e boas leituras!









Introdução

pelo espírito Teresa de Calcutá

Aos sábios, aos entendidos do mundo, aos meus leitores da vida, aos pobres de espírito e entendimento, venho mais uma vez transformar meus pensamentos em palavras. Não são palavras delicadas, tampouco a repetição daquilo que você deseja ouvir. Falo para incomodar. E muito.

Acredito piamente que nós, os cristãos da atualidade, acomodamo-nos em nossa maneira de ver e interpretar as necessidades alheias. Nossos conceitos carecem de revisão e de abertura mais ampla, assim como o cristianismo por nós praticado precisa urgentemente ser reinventado; não é preciso muita sensibilidade para perceber que o recheamos de tanto peso e tantas interpretações, que considero urgente uma releitura dos conceitos trazidos por Cristo há mais de 2 mil anos. Caridade, fraternidade, fome, pobreza, oferta ou doação, Evangelho e mais alguns dos temas abordados por Cristo precisam ser revisitados, mas não com a cautela comum nas pessoas politicamente corretas, que fazem de tudo para não desagradar ninguém e não se definem espiritualmente.

Falo com a mesma firmeza com que falava antes, junto às pessoas de poder, aos religiosos e representantes da comunidade. Sendo assim, venho para incomodar os que dormem espiritualmente. Falo para sacudir aqueles que não se envolvem com a causa dos pobres ou “pobres de espírito”;
 dirijo-me aos que não simpatizam com os necessitados, aos religiosos que não conseguem ultrapassar a barreira de suas crenças pessoais e, também, àqueles que fazem uso do pobre para se promover social, política e espiritualmente. Não esperem, portanto, que minhas palavras agradem quem não se interessa verdadeiramente pela caridade legítima, genuína.

Quem permanece em seu apartamento curtindo sua vida, quem se ilude querendo conviver com pessoas mais delicadas, educadas, elegantes e belas; a esses, minhas palavras irão incomodar. Quem deseja acomodar-se, isolar-se da causa dos pobres e evitar lidar com as pessoas mais comuns, de hábitos de vida mais simples, embora nem sempre humildes, minhas palavras irão sacudir, mexer, penetrar profundamente como um bisturi num corpo necessitado de cirurgia. Resolvi falar copiando o jeito de Cristo quando falava não aos necessitados, mas aos discípulos, aos fariseus, aos homens considerados inteligentes e sábios de seu tempo.

Não falo para agradar professores, alunos, religiosos; não meço palavras para despertar as almas adormecidas na ilusão de suas concepções ou crenças pessoais. Filosofia não trouxe a mim nenhuma felicidade; não encontrei explicações satisfatórias para o impulso que me levou ao encontro das causas perdidas ou dos pobres do mundo. Estas palavras se destinam aos que dormem, aos que se encastelam em suas concepções religiosas e ainda não acordaram para a necessidade de transformar sua filosofia e suas explicações politicamente corretas em vivências reais e em Evangelho genuíno, vivido, sentido no cotidiano.

Sob essa ótica, não posso medir palavras nem ser o exemplo de suavidade e mansuetude que alguns esperam de mim. Nestas palavras aqui escritas, continuo eu mesma, firme, direta, veraz, contundente. Seja nas esquinas do mundo, no trato com Jesus, nas orações que elevo a Cristo ou no lidar com as pessoas que encontro pelas vias do mundo ou pelas ruas de Calcutá, continuo sendo eu mesma, a Teresa dos pobres, Teresa de Deus, Teresa do povo. Esta sou eu, Teresa de Calcutá.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Concorra a 20 pares de ingressos para Bienal do Livro de SP.

Quer concorrer a 20 pares de ingressos para visitar a Bienal do Livro de São Paulo e de quabra conhecer o estande da Casa dos Espíritos? Para participar, é só curtir a página da editora no Facebook e acessar o link da promoção. Participe! https://www.facebook.com/casadosespiritoseditora






terça-feira, 31 de julho de 2012

Mas afinal, o que é inteligência?


por
Isaac Asimov

Quando eu estava no exército, fiz um teste de aptidão, solicitado a todos os soldados, e consegui 160 pontos. A média era 100. Ninguém na base tinha visto uma nota dessas e durante duas horas eu fui o assunto principal. (Não significou nada – no dia seguinte eu ainda era um soldado raso da KP – Kitchen Police).
Durante toda minha vida consegui notas como essa, o que sempre me deu uma ideia de que eu era realmente muito inteligente. E eu imaginava que as outras pessoas também achavam isso. Porém, na verdade, será que essas notas não significam apenas que eu sou muito bom para responder um tipo específico de perguntas acadêmicas, consideradas pertinentes pelas pessoas que formularam esses testes de inteligência, e que provavelmente têm uma habilidade intelectual parecida com a minha?
Por exemplo, eu conhecia um mecânico que jamais conseguiria passar em um teste desses, acho que não chegaria a fazer 80 pontos. Portanto, sempre me considerei muito mais inteligente que ele.
Mas, quando acontecia alguma coisa com o meu carro e eu precisava de alguém para dar um jeito rápido, era ele que eu procurava. Observava como ele investigava a situação enquanto fazia seus pronunciamentos sábios e profundos, como se fossem oráculos divinos. No fim, ele sempre consertava meu carro. Então imagine se esses testes de inteligência fossem preparados pelo meu mecânico. Ou por um carpinteiro, ou um fazendeiro, ou qualquer outro que não fosse um acadêmico.
Em qualquer desses testes eu comprovaria minha total ignorância e estupidez. Na verdade, seria mesmo considerado um ignorante, um estúpido. Em um mundo onde eu não pudesse me valer do meu treinamento acadêmico ou do meu talento com as palavras e tivesse que fazer algum trabalho com as minhas mãos ou desembaraçar alguma coisa complicada eu me daria muito mal.
A minha inteligência, portanto, não é algo absoluto mas sim algo imposto como tal, por uma pequena parcela da sociedade em que vivo. Vamos considerar o meu mecânico, mais uma vez. Ele adorava contar piadas.
Certa vez ele levantou sua cabeça por cima do capô do meu carro e me perguntou:
“Doutor, um surdo-mudo entrou numa loja de construção para comprar uns pregos. Ele colocou dois dedos no balcão como se estivesse segurando um prego invisível e com a outra mão, imitou umas marteladas. O balconista trouxe então um martelo. Ele balançou a cabeça de um lado para o outro negativamente e apontou para os dedos no balcão. Dessa vez o balconista trouxe vários pregos, ele escolheu o tamanho que queria e foi embora.
O cliente seguinte era um cego. Ele queria comprar uma tesoura. Como o senhor acha que ele fez?”
Eu levantei minha mão e “cortei o ar” com dois dedos, como uma tesoura.
“Mas você é muito burro mesmo! Ele simplesmente abriu a boca e usou a voz para pedir” Enquanto meu mecânico gargalhava, ele ainda falou:
“Tô fazendo essa pegadinha com todos os clientes hoje.”
“E muitos caíram?” perguntei esperançoso.
“Alguns. Mas com você eu tinha certeza absoluta que ia funcionar”.
“Ah é? Por quê?”
“Porque você tem muito estudo doutor, sabia que não seria muito esperto”
E algo dentro de mim dizia que ele tinha alguma razão nisso tudo.

(tradução livre do original “What is inteligence, anyway?”)
http://www.updateordie.com/2012/05/15/mas-afinal-o-que-e-inteligencia-isaac-asimov/