Durante a última década, houve um grande aumento na quantidade de produtos eletrônicos que começaram a rodear a nossa vida diária. Produtos como relógios, óculos, camisetas e fones de ouvido estão sendo equipados com sensores inteligentes para coletar informações sobre a nossa rotina mundana, nossa saúde, nosso estilo de vida e até a nossa personalidade, gerando uma grande noção de como nossa mente e corpo trabalham. Esta vasta abordagem de informação, traz novas formas de como perceber o mundo e forja novas e íntimas interações entre os usuários dos produtos e as suas informações neles contidas.
Uma das questões sobre a nova realidade tecnológica que vivemos é o surgimento de um novo tipo de cultura que gira em torno do poder da informação.
De acordo com o estudo da The Curve Report, 88% da geração X (inclui as pessoas nascidas a partir do início dos anos 1960 até o final dos anos 1970, podendo alcançar o início dos anos 1980, sem contudo ultrapassar 1984.) e Y (nascidos após 1980 e, segundo outros, de meados da década de 1970 até meados da década de 1990) concordam que o rastreamento e documentação que acontecem nos web sites e aparelhos, os ajudam a serem mais conscientes de si mesmos. Já 64% desses dois grupos dizem que a tecnologia transforma-os em melhores pessoas. E, adicionalmente, 81% dizem que a tecnologia ajuda-os a entender melhor o mundo de uma maneira mais ampla. Isto soa como uma procura por sentido na existência dessas duas gerações e, elas acreditam que a informação e a tecnologia podem prover isto.
Esta nova fé está se transformando em uma nova religião por si só. Ao passo que mais e mais pessoas estão adotando a tecnologia para responder questões maiores. Aproveitando esta oportunidade, marcas estão ajudando consumidores a encontrar um certo nível de esclarecimento e fornecem ferramentas para essas pessoas visualizarem seus conteúdos de formas significativas.
65% das gerações X e Y acreditam que a crença pessoal será mais relevante que a igreja há 10 anos atrás e 60% dizem que utilizam o mecanismo de busca Google apara ajudá-los a encontrarem respostas sobre a vida. As novas gerações quando diante de problemas existenciais, estão encontrando em seus próprios conteúdos pessoais apresentados sobre novas lentes e métricas, um nível maior de consciência sobre nossa existência.
Poderia a tecnologia em si, se transformar numa nova forma de conexão com o sagrado? Não cabe a nós responder. Só vale raciocinar.
Fonte: The Curve Report from NBCUniversal.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos.
Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre e muitos outros. Todos merecem estes direitos, sem discriminação.
O Direito Internacional dos Direitos Humanos estabelece as obrigações dos governos de agirem de determinadas maneiras ou de se absterem de certos atos, a fim de promover e proteger os direitos humanos e as liberdades de grupos ou indivíduos.
Desde o estabelecimento das Nações Unidas, em 1945, um de seus objetivos fundamentais tem sido promover e encorajar o respeito aos direitos humanos para todos, conforme estipulado na Carta das Nações Unidas:
“Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, … a Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações…” (preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948)
A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) é um documento marco na história dos direitos humanos. Elaborada por representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo, a Declaração foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris, em 10 de Dezembro de 1948, através da Resolução 217 A (III) da Assembleia Geral como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. Ela estabelece, pela primeira vez, a proteção universal dos direitos humanos.
Desde sua adoção, em 1948, a DUDH foi traduzida em mais de 360 idiomas – o documento mais traduzido do mundo – e inspirou as constituições de muitos Estados e democracias recentes. A DUDH, em conjunto com oPacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e seus dois Protocolos Opcionais (sobre procedimento de queixa e sobre pena de morte) e com o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e seuProtocolo Opcional, formam a chamada Carta Internacional dos Direitos Humanos.
Uma série de tratados internacionais de direitos humanos e outros instrumentos adotados desde 1945 expandiram o corpo do direito internacional dos direitos humanos. Eles incluem a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio (1948), a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1965), a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (1979), a Convenção sobre os Direitos da Criança (1989) e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006), entre outras.
As Nações Unidas trabalham ativamente para definir, monitorar e ajudar os Estados-Membros a implantarem as normas internacionais dos direitos humanos. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) é responsável por liderar a promoção e a proteção dos direitos humanos, e implementar os programa de direitos humanos dentro da ONU.
O Conselho de Segurança da ONU, que tem como principal responsabilidade a manutenção da paz e da segurança internacionais, também lida com graves violações dos direitos humanos, como o uso de crianças como soldados (Resolução 1612, 2005) e o uso do estupro como arma de guerra (Resolução 1820, 2008).
Desde 1948 a Assembleia Geral já adotou cerca de 80 tratados e declarações de direitos humanos. Como aDeclaração sobre os Defensores Direitos Humanos (1998) e a Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas (2007).
A cada ano, a Comissão da Assembleia Geral para Assuntos Sociais, Culturais e Humanitários analisa uma série de assuntos, incluindo questões de direitos humanos. A Comissão ouve relatos de especialistas em direitos humanos e discute o avanço das mulheres, a proteção das crianças, questões indígenas, o tratamento dos refugiados, a promoção das liberdades fundamentais através da eliminação do racismo e da discriminação racial, e a promoção do direito à autodeterminação.
Mecanismos de direitos humanos estabelecidos pela ONU monitoram a implementação das normas de direitos humanos no mundo todo. Eles incluem o Conselho de Direitos Humanos, os “Procedimentos Especiais”, com mandatos temáticos ou específicos de cada país e o núcleo dos tratados dos organismos de direitos humanos.
O Conselho de Direitos Humanos, estabelecido pela Assembleia Geral em 15 de março de 2006, e respondendo diretamente a ela, substituiu a Comissão sobre os Direitos Humanos da ONU, que existiu por 60 anos, como o órgão inter-governamental chave da ONU responsável pelos direitos humanos. O Conselho é formado por 47 Estados e é encarregado de fortalecer a promoção e a proteção dos direitos humanos em todo o mundo, solucionando situações de violações dos direitos humanos e fazendo recomendações sobre elas, incluindo a resposta às emergências. Através do mecanismo da Revisão Periódica Universal, o Conselho avalia a situação dos direitos humanos em todos os 192 Estados-Membros da ONU. Ele também trabalha em estreita colaboração com os Procedimentos Especiais da ONU, estabelecidos pela ex-Comissão sobre os Direitos Humanos.
Celebre esta data refletindo sobre o amplo conceito dos direitos humanos. Faça sua parte. Como cidadão, como ser humano, como alma em evolução.
Desde o estabelecimento das Nações Unidas, em 1945, um de seus objetivos fundamentais tem sido promover e encorajar o respeito aos direitos humanos para todos, conforme estipulado na Carta das Nações Unidas:
“Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, … a Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações…” (preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948)
A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) é um documento marco na história dos direitos humanos. Elaborada por representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo, a Declaração foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris, em 10 de Dezembro de 1948, através da Resolução 217 A (III) da Assembleia Geral como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. Ela estabelece, pela primeira vez, a proteção universal dos direitos humanos.
Desde sua adoção, em 1948, a DUDH foi traduzida em mais de 360 idiomas – o documento mais traduzido do mundo – e inspirou as constituições de muitos Estados e democracias recentes. A DUDH, em conjunto com oPacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e seus dois Protocolos Opcionais (sobre procedimento de queixa e sobre pena de morte) e com o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e seuProtocolo Opcional, formam a chamada Carta Internacional dos Direitos Humanos.
Uma série de tratados internacionais de direitos humanos e outros instrumentos adotados desde 1945 expandiram o corpo do direito internacional dos direitos humanos. Eles incluem a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio (1948), a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1965), a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (1979), a Convenção sobre os Direitos da Criança (1989) e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006), entre outras.
As Nações Unidas trabalham ativamente para definir, monitorar e ajudar os Estados-Membros a implantarem as normas internacionais dos direitos humanos. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) é responsável por liderar a promoção e a proteção dos direitos humanos, e implementar os programa de direitos humanos dentro da ONU.
O Conselho de Segurança da ONU, que tem como principal responsabilidade a manutenção da paz e da segurança internacionais, também lida com graves violações dos direitos humanos, como o uso de crianças como soldados (Resolução 1612, 2005) e o uso do estupro como arma de guerra (Resolução 1820, 2008).
Desde 1948 a Assembleia Geral já adotou cerca de 80 tratados e declarações de direitos humanos. Como aDeclaração sobre os Defensores Direitos Humanos (1998) e a Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas (2007).
A cada ano, a Comissão da Assembleia Geral para Assuntos Sociais, Culturais e Humanitários analisa uma série de assuntos, incluindo questões de direitos humanos. A Comissão ouve relatos de especialistas em direitos humanos e discute o avanço das mulheres, a proteção das crianças, questões indígenas, o tratamento dos refugiados, a promoção das liberdades fundamentais através da eliminação do racismo e da discriminação racial, e a promoção do direito à autodeterminação.
Mecanismos de direitos humanos estabelecidos pela ONU monitoram a implementação das normas de direitos humanos no mundo todo. Eles incluem o Conselho de Direitos Humanos, os “Procedimentos Especiais”, com mandatos temáticos ou específicos de cada país e o núcleo dos tratados dos organismos de direitos humanos.
O Conselho de Direitos Humanos, estabelecido pela Assembleia Geral em 15 de março de 2006, e respondendo diretamente a ela, substituiu a Comissão sobre os Direitos Humanos da ONU, que existiu por 60 anos, como o órgão inter-governamental chave da ONU responsável pelos direitos humanos. O Conselho é formado por 47 Estados e é encarregado de fortalecer a promoção e a proteção dos direitos humanos em todo o mundo, solucionando situações de violações dos direitos humanos e fazendo recomendações sobre elas, incluindo a resposta às emergências. Através do mecanismo da Revisão Periódica Universal, o Conselho avalia a situação dos direitos humanos em todos os 192 Estados-Membros da ONU. Ele também trabalha em estreita colaboração com os Procedimentos Especiais da ONU, estabelecidos pela ex-Comissão sobre os Direitos Humanos.
Celebre esta data refletindo sobre o amplo conceito dos direitos humanos. Faça sua parte. Como cidadão, como ser humano, como alma em evolução.
Fonte: http://www.onu.org.br
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Está na hora de dizer sim.
Nem sempre o final é como esperamos. Mas isso não quer dizer que não é final feliz. Aproveite o vídeo!
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Se você for capaz de entrar em contato com seu verdadeiro eu, a consciência não tem limites.
Depoimento de um médico em uma visão espiritualista, que pode servir de lembrete para todos nós, diante de problemas pessoais e crises, onde é apresentada uma abordagem simples e baseada na expansão do ser humano no que lhe é mais próprio, isto é, a sua consciência.
“Desde meus primeiros dias como médico, isso há quarenta anos, as pessoas me pedem respostas. O que elas queriam era um tratamento médico, mas o apoio e o conforto trazidos pelo contato humano também eram importantes, talvez até mais. A menos que o médico esteja completamente desiludido, ele se vê como um salvador rude, mas eficaz, livrando as vítimas do perigo e deixando-as com uma sensação de segurança e bem-estar.Agradeço por todos os meus anos de contato com pacientes, pois aprendi a diferença entre conselhos e soluções. Pouquíssimas vezes os conselhos ajudam as pessoas que estão com problemas. As crises não esperam; algo muito ruim acontecerá se a solução correta não for encontrada.
Mantive essa mesma atitude ao escrever este livro, cuja ideia começou com pessoas me escrevendo sobre seus problemas. As cartas chegavam de todas as partes do mundo; a certa altura, respondia diária ou semanalmente a perguntas vindas da Índia, dos Estados Unidos e de muitos outros locais, a maioria pela internet. No entanto, de certa forma, todos escreviam de um mesmo lugar dentro deles: onde a confusão e a escuridão lhes havia oprimido. Essas pessoas se sentiam feridas, traídas, maltratadas, incompreendidas, enfermas, preocupadas, apreensivas e, às vezes, desesperadas. Infelizmente, essa é a condição humana, quase de modo permanente, para algumas pessoas, mas é sempre possível, em um dado momento, que tais sentimentos atinjam pessoas que estão felizes e contentes.
Eu queria dar respostas duradouras, para que quando o “dado momento” chegasse, quando a crise surgisse e um desafio tivesse de ser enfrentado, soluções sólidas estivessem à mão. Denomino essas respostas “soluções espirituais”, mas isso não quer dizer soluções religiosas, orações ou entregar a vida nas mãos de Deus. Em vez disso, visualizo uma espiritualidade secular: a única maneira pela qual as pessoas modernas se conectarão com suas almas – ou, eliminando todas as insinuações religiosas, seus “verdadeiros eus”.
Como uma crise o afetou? Independentemente da situação, você retrocedeu, se contraiu e ficou refém da ansiedade. Esse estado de contração da consciência impossibilita encontrar uma solução. As soluções reais para uma crise vêm da consciência expandida. A sensação deixa de ser de aperto e medo. Os limites cedem; ideias novas têm espaço para se desenvolver. Se você for capaz de entrar em contato com seu verdadeiro eu, a consciência não tem limites. Desse lugar, as soluções emergem de forma espontânea, e funcionam. Com frequência, funcionam como mágica, e os obstáculos que pareciam imutáveis se dissolvem. Quando isso acontece, a carga de ansiedade e aflição é removida por completo. O propósito da vida nunca foi ser uma luta, mas expandir-se, a partir de sua fonte, em pura consciência.”Uma nota pessoal, de Deepak Chopra em “O Poder da consciência”.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Matéria da Folha de S.Paulo destaca Robson Pinheiro como sucesso editorial espírita.
Matéria publicada na Folha de S.Paulo de 2/11/13. Fonte:
O espírito do sucesso
Biografia de Allan Kardec, fundador do espiritismo, chega às livrarias para repetir fenômeno atingido com a história do médium Chico Xavier, que vendeu um milhão de livrosRAQUEL COZERCOLUNISTA DA FOLHA
Allan Kardec vai aparecer perto de você nos próximos dias --na TV, nas rádios, no metrô, na internet e, acima de tudo, nas livrarias.
A exposição da imagem do fundador do espiritismo faz parte de uma forte ação de marketing da editora Record, que distribui 100 mil cópias de "Kardec: A Biografia", de Marcel Souto Maior.
É uma aposta alta para um grupo editorial cujo maior best-seller no quesito biografias vendeu 64 mil cópias -- foi com "A Arte da Política "" A História que Vivi" (Civilização Brasileira, 2006), de Fernando Henrique Cardoso.
A biografia anterior escrita por Souto Maior, "As Vidas de Chico Xavier" (LeYa), sobre o médium brasileiro, teve cerca de 1 milhão de cópias vendidas e originou o filme "Chico Xavier", visto por mais de 3 milhões de pessoas.
O novo biografado, o francês Allan Kardec (1804-1869), é ele próprio um best-seller. Vendeu mais de 11 milhões de livros no Brasil, considerados só os números da maior editora do gênero, a Federação Espírita Brasileira. Há 120 casas espíritas no país, todas aptas a publicar "O Livro dos Espíritos" e outras obras do autor, em domínio público.
E a biografia que sai agora também vai virar filme, previsto para 2015, sob direção de Wagner de Assis.
Com o lançamento, a Record foca em especial o público leigo, menos afeito a uma história conhecida dos adeptos do espiritismo, mas tateia nicho promissor.
Embora só 2% (3,8 milhões) da população brasileira se diga espírita, segundo o Censo de 2010, simpatizantes das notícias post-mortem são 50 milhões, segundo a Federação Espírita Brasileira.
E, mesmo considerando só os 2% de espíritas --ante 64% de católicos (123 milhões) e 22% de evangélicos (42,5 milhões)-- eles representam o segmento religioso com os mais altos índices de educação e renda. Têm hábito de comprar mais livros --e pagar mais por eles.
MAIS VENDIDOS
Levantamento feito a pedido da Folha pela Nielsen, que começou a monitorar as vendas de livros no Brasil neste ano, dá a dimensão disso.
Presente em nove países com a pesquisa em livrarias, a empresa americana optou pela contagem da venda de títulos espíritas só no Brasil, único país em que a doutrina se firmou como religião.
O levantamento abrange a comercialização dos últimos quatro meses pelas maiores redes do país.
Considerado só o faturamento com a venda de livros religiosos, os títulos espíritas correspondem a 32,63%, à frente dos católicos (31,79%) e dos evangélicos (19,92%).
O que explica o fato de uma religião com menos adeptos liderar o faturamento desse setor são os preços dos livros espíritas: custam em média R$ 29,13, ante R$ 17,19 dos católicos e R$ 21,21 dos evangélicos.
Também impulsiona essas vendas outro fenômeno nacional, os romances psicografados por nomes Zibia Gasparetto, Robson Pinheiro e Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, que circulam aos milhões --isso, vale fazer a ressalva, num cenário em que os únicos números totais conhecidos são os divulgados pelas próprias editoras.
Esses autores vendem tão bem hoje que ficam à frente de Chico Xavier (1910-2002) na contagem da Nielsen. Ocupam, respectivamente, o primeiro, o terceiro e o quarto lugar em vendas. Com 16 milhões de livros vendidos, Zibia Gasparetto, 87, deixa para trás até Kardec, em segundo lugar na lista.
OS REIS DA PSICOGRAFIA
ROBSON PINHEIRO, 52
34 livros em 18 anos, com 1,2 milhão de exemplares
ESPÍRITOS Angelo Inacio teria sido jornalista em outra vida; Joseph Gleber se comunica em português com sotaque alemão
BEST-SELLER "Tambores de Angola", com 179 mil exemplares
VERA LÚCIA MARINZECK DE CARVALHO, 65
Quase 60 livros em 23 anos, com 3,5 milhões de exemplares por sua principal editora, a Petit
ESPÍRITO Antonio Carlos ditou a maior parte; Patrícia é responsável pelos maiores hits
BEST-SELLER "Violetas na Janela", com 2 milhões de exemplares
MARCELO CEZAR, 46
14 livros em 13 anos, com 1,5 milhão de exemplares
ESPÍRITO Marco Aurélio, que teria sido escritor famoso em outra encarnação, mas prefere não divulgar
BEST-SELLER "O Amor É para os Fortes", com 260 mil exemplares
ZIBIA GASPARETTO, 87
45 livros em 55 anos, com 16 milhões de exemplares
ESPÍRITO Lucius, desde sempre; o nome vem aparecendo em obras de outros médiuns, mas, segundo Zibia, deve ser outro
BEST-SELLER "Ninguém é de Ninguém", com 865 mil exemplares
ROBSON PINHEIRO, 52
34 livros em 18 anos, com 1,2 milhão de exemplares
ESPÍRITOS Angelo Inacio teria sido jornalista em outra vida; Joseph Gleber se comunica em português com sotaque alemão
BEST-SELLER "Tambores de Angola", com 179 mil exemplares
VERA LÚCIA MARINZECK DE CARVALHO, 65
Quase 60 livros em 23 anos, com 3,5 milhões de exemplares por sua principal editora, a Petit
ESPÍRITO Antonio Carlos ditou a maior parte; Patrícia é responsável pelos maiores hits
BEST-SELLER "Violetas na Janela", com 2 milhões de exemplares
MARCELO CEZAR, 46
14 livros em 13 anos, com 1,5 milhão de exemplares
ESPÍRITO Marco Aurélio, que teria sido escritor famoso em outra encarnação, mas prefere não divulgar
BEST-SELLER "O Amor É para os Fortes", com 260 mil exemplares
ZIBIA GASPARETTO, 87
45 livros em 55 anos, com 16 milhões de exemplares
ESPÍRITO Lucius, desde sempre; o nome vem aparecendo em obras de outros médiuns, mas, segundo Zibia, deve ser outro
BEST-SELLER "Ninguém é de Ninguém", com 865 mil exemplares
Nos livros, espíritos célebres deram lugar a anônimos
Lucius e Patrícia seriam as almas que ditam best-sellers do mercado espírita, liderado por Zibia Gasparetto
Autora mais vendida no gênero da psicografia diz que outros usam o nome do espírito que ela recebe sem razão
DA COLUNISTA DA FOLHA
No tempo de Allan Kardec, espíritos como os de Santo Agostinho e Sócrates teriam ajudado a escrever "O Livro dos Espíritos" (1857). Hoje os best-sellers do gênero são ditados por nomes insuspeitos como Lucius e Patrícia.
Essa mudança de perfil é vista por editores como decorrente das necessidades de cada período do espiritismo.
"Kardec desenvolvia uma ciência, aqueles espíritos elevados eram necessários. No Brasil, a doutrina ganhou viés místico. Os espíritos são coerentes com a nova realidade, dão mensagens de conforto", diz o editor Leonardo Möller, da Casa dos Espíritos.
A editora publica best-sellers como "Tambores de Angola", que seriam ditados por Ângelo Inácio e psicografados por Robson Pinheiro.
Ângelo, segundo Pinheiro, foi um jornalista na última encarnação, mas prefere usar o pseudônimo para não chamar a atenção de parentes.
Reginaldo Prandi, autor de "Os Mortos e os Vivos -- Uma Introdução ao Espiritismo" (Três Estrelas), acredita que a discrição dos espíritos hoje decorre tanto do fato de a doutrina já ter se firmado quanto de uma precaução.
"Houve processos por direitos autorais, com familiares dizendo: Se usa o nome do meu avô, tem de pagar'."
Um caso famoso foi vivido por Chico Xavier, que psicografou vários textos do cronista Humberto de Campos (1886-1934) até ser processado pelos herdeiros.
Na ocasião, o juiz concluiu que só podia avaliar direitos autorais de obras produzidas em vida, mas, por prudência, Xavier passou a identificar o espírito como "Irmão X".
Um desenrolar curioso dessa história envolve Zibia Gasparetto. Meio século depois de ela lançar "O Amor Venceu", que teria sido ditado por Lucius, o nome do espírito passou a figurar em livros de outros médiuns como "Exilados por Amor" (Vivaluz), de Sandra Carneiro.
"Não é o mesmo Lucius", informa Zibia. "Ele diz que não tem tempo, que trabalha só comigo mesmo."
Sandra Carneiro diz que seu Lucius deixa para o leitor concluir se é ou não o mesmo que acompanha Zibia..
Mesmo o fundador da doutrina teve de lidar com questões envolvendo créditos, como conta Marcel Souto Maior na biografia "Kardec".
Embora tenha listado na primeira edição de "O Livro dos Espíritos" os desencarnados que ajudaram no trabalho, Kardec deixou os nomes dos médiuns envolvidos de fora. Causou ciumeira.
Para Souto Maior, esse foi o menor dos desafios que o francês teve de enfrentar.
Como lidava com uma doutrina que envolvia fenômenos sobrenaturais, sua batalha por toda a vida foi a de mostrar como no centro de tudo estava não o milagre, mas a solidariedade --até hoje, a maior parte das editoras espíritas doa direitos autorais a instituições de caridade.
KARDEC - A BIOGRAFIA
AUTOR Marcel Souto Maior
EDITORA Record
QUANTO R$ 39 (322 págs.)
No tempo de Allan Kardec, espíritos como os de Santo Agostinho e Sócrates teriam ajudado a escrever "O Livro dos Espíritos" (1857). Hoje os best-sellers do gênero são ditados por nomes insuspeitos como Lucius e Patrícia.
Essa mudança de perfil é vista por editores como decorrente das necessidades de cada período do espiritismo.
"Kardec desenvolvia uma ciência, aqueles espíritos elevados eram necessários. No Brasil, a doutrina ganhou viés místico. Os espíritos são coerentes com a nova realidade, dão mensagens de conforto", diz o editor Leonardo Möller, da Casa dos Espíritos.
A editora publica best-sellers como "Tambores de Angola", que seriam ditados por Ângelo Inácio e psicografados por Robson Pinheiro.
Ângelo, segundo Pinheiro, foi um jornalista na última encarnação, mas prefere usar o pseudônimo para não chamar a atenção de parentes.
Reginaldo Prandi, autor de "Os Mortos e os Vivos -- Uma Introdução ao Espiritismo" (Três Estrelas), acredita que a discrição dos espíritos hoje decorre tanto do fato de a doutrina já ter se firmado quanto de uma precaução.
"Houve processos por direitos autorais, com familiares dizendo: Se usa o nome do meu avô, tem de pagar'."
Um caso famoso foi vivido por Chico Xavier, que psicografou vários textos do cronista Humberto de Campos (1886-1934) até ser processado pelos herdeiros.
Na ocasião, o juiz concluiu que só podia avaliar direitos autorais de obras produzidas em vida, mas, por prudência, Xavier passou a identificar o espírito como "Irmão X".
Um desenrolar curioso dessa história envolve Zibia Gasparetto. Meio século depois de ela lançar "O Amor Venceu", que teria sido ditado por Lucius, o nome do espírito passou a figurar em livros de outros médiuns como "Exilados por Amor" (Vivaluz), de Sandra Carneiro.
"Não é o mesmo Lucius", informa Zibia. "Ele diz que não tem tempo, que trabalha só comigo mesmo."
Sandra Carneiro diz que seu Lucius deixa para o leitor concluir se é ou não o mesmo que acompanha Zibia..
Mesmo o fundador da doutrina teve de lidar com questões envolvendo créditos, como conta Marcel Souto Maior na biografia "Kardec".
Embora tenha listado na primeira edição de "O Livro dos Espíritos" os desencarnados que ajudaram no trabalho, Kardec deixou os nomes dos médiuns envolvidos de fora. Causou ciumeira.
Para Souto Maior, esse foi o menor dos desafios que o francês teve de enfrentar.
Como lidava com uma doutrina que envolvia fenômenos sobrenaturais, sua batalha por toda a vida foi a de mostrar como no centro de tudo estava não o milagre, mas a solidariedade --até hoje, a maior parte das editoras espíritas doa direitos autorais a instituições de caridade.
KARDEC - A BIOGRAFIA
AUTOR Marcel Souto Maior
EDITORA Record
QUANTO R$ 39 (322 págs.)
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Filme de Chico Xavier feito por Nelson Pereira dos Santos é encontrado na FEB.
Um pequeno grande filme de Chico Xavier.
Pesquisadores espíritas estão constantemente tentando localizar mensagens inéditas de Chico Xavier para serem publicadas em novos livros, além de documentários e filmes com imagens igualmente inéditas do tão querido médium mineiro e que muitas vezes estão guardados em arquivos públicos, instituições espíritas ou nas mãos de particulares. E a colheita tem sido farta! A grande quantidade de mensagens, documentários, imagens de Chico Xavier e participação em programas de televisão que apareceram nos últimos anos só fazem confirmar que há ainda muito material inédito a ser encontrado, representando um amontoado de trabalho para quantos pesquisadores que se dedicam a garimpar as pérolas de luz daquele inesquecível exemplo de candura, de bondade e de amor que foi Chico Xavier.
Foi nessa incansável labuta que foi localizado na Federação Espírita Brasileira um pequeno filme de Chico Xavier, com não menos de onze minutos, mas que emociona e enternece os corações daqueles que amam Chico Xavier e que se espelham nos seus incomparáveis exemplos de vida, semeando o amor do seu imenso coração e praticando como poucos os exemplos de Jesus.
O filme foi feito para Caixa de Pecúlio dos Militares (CAPEMI) e as imagens são do genial Nelson Pereira dos Santos, um dos maiores cineastas brasileiros, datando as mesmas dos primeiros anos da década de setenta. Há ainda muito mistério em torno desse filme, por ele não estar catalogado, por não se saber a data certa. Mas esses são detalhes. Neste caso, mais do que os detalhes valem as imagens maravilhosas de Chico Xavier que o filme apresenta. Elas certamente farão com que todos aqueles que amam Chico Xavier se sintam profundamente recompensados.
Por fim, deixamos a nossa gratidão ao Professor Cesar Reis, Diretor Presidente da CAPEMISA, que, sem burocracias e delongas nos cedeu uma cópia do filme, ciente que a melhor divulgação do Espiritismo é a sua própria essência de pureza, de fraternidade e de solidariedade.
João Marcos Weguelin
Pesquisadores espíritas estão constantemente tentando localizar mensagens inéditas de Chico Xavier para serem publicadas em novos livros, além de documentários e filmes com imagens igualmente inéditas do tão querido médium mineiro e que muitas vezes estão guardados em arquivos públicos, instituições espíritas ou nas mãos de particulares. E a colheita tem sido farta! A grande quantidade de mensagens, documentários, imagens de Chico Xavier e participação em programas de televisão que apareceram nos últimos anos só fazem confirmar que há ainda muito material inédito a ser encontrado, representando um amontoado de trabalho para quantos pesquisadores que se dedicam a garimpar as pérolas de luz daquele inesquecível exemplo de candura, de bondade e de amor que foi Chico Xavier.
Foi nessa incansável labuta que foi localizado na Federação Espírita Brasileira um pequeno filme de Chico Xavier, com não menos de onze minutos, mas que emociona e enternece os corações daqueles que amam Chico Xavier e que se espelham nos seus incomparáveis exemplos de vida, semeando o amor do seu imenso coração e praticando como poucos os exemplos de Jesus.
O filme foi feito para Caixa de Pecúlio dos Militares (CAPEMI) e as imagens são do genial Nelson Pereira dos Santos, um dos maiores cineastas brasileiros, datando as mesmas dos primeiros anos da década de setenta. Há ainda muito mistério em torno desse filme, por ele não estar catalogado, por não se saber a data certa. Mas esses são detalhes. Neste caso, mais do que os detalhes valem as imagens maravilhosas de Chico Xavier que o filme apresenta. Elas certamente farão com que todos aqueles que amam Chico Xavier se sintam profundamente recompensados.
Por fim, deixamos a nossa gratidão ao Professor Cesar Reis, Diretor Presidente da CAPEMISA, que, sem burocracias e delongas nos cedeu uma cópia do filme, ciente que a melhor divulgação do Espiritismo é a sua própria essência de pureza, de fraternidade e de solidariedade.
João Marcos Weguelin
Fonte: http://jornalggn.com.br/blog/manoel-fernandes-neto-novaeinfbr/filme-de-chico-xavier-feito-por-nelson-pereira-dos-santos-e-encontrado-na-feb#.UnjG7Uw8EfE.twitter
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